Luís Carlos de Castro Palma, o Batata.




No mesmo dia da morte do Luis Carlos, a Rosana Zaidam* escreveria em seu blog:

Hoje, 28 de dezembro de 2009, nas horas finais da tarde, ou nas primeiras horas da noite - Luís Carlos de Castro Palma, o Batata - partiu, como qualquer mortal, num leito qualquer da Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto. Que réquiem se poderá rezar para um amigo como ele? Na grande casa de esquina da praça de Altinópolis, por anos a fio, ele recebia a todos, com um sorriso cândido e uma inesgotável capacidade de conversar. Transformava-se à medida que a noite avançava. Tiradas não lhe faltavam. Nem o brilho de uma inteligência superior. Era capaz de mover céus e terras para defender seus sonhos e seus cães. Tinha também quem o defendesse. Dona Filhinha, a mãe amorosa, que com ele dividiu tudo - da casa à proteção natural dos sonhos possíveis e impossíveis - foi sempre uma companheira inseparável e dedicada, até seu falecimento, em 11 de março de 2003. 6 anos e meio depois, parte o Batatinha. O colunista do "Sítio do Caipira". O produtor parceiro de especiais da EPTV. O jornalista que ligava eufórico, cheio de 'furos'. O amigo que nos dava abrigo e colo. E que às vezes brigava, se indignava, se consumia. Batata, companheiro amado, guardarei comigo a sua imagem sorridente, plácida, os seus olhos argutos, as suas mãos tamborilando na mesa, ao defender ideias e pontos de vista sempre quixotescos. Batata, parceiro de madrugadas insones, em noites frias de lua cheia, nos belos horizontes de Altinópolis, em que outra esfera nos reencontraremos? Que os anjos lhe abram caminhos para seu corpo alado.

Postado por Rosana Zaidan no seu Blog do Jornal A Cidade de Ribeirão Preto em 28 de Dezembro de 2009 às 22:34
*Rosana Zaidan é jornalista e escritora.


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