
O nome de Henrique Fraga Ogando (1874 – 1922), o maior pedreiro que Altinópolis conheceu, teria se perdido no tempo não fosse às pequisas dos ilustres memorialistas Oldemar Brondi e Lysias Garcia da Costa.
Henrique Fraga trabalhou como pedreiro junto ao engenheiro e escritor Euclides da Cunha em São José do Rio Pardo (1898), por ocasião da reconstrução de uma ponte metálica que desabou após a grande enchente no Rio Pardo em 1897.
Terminados os trabalhos em São José do Rio Pardo, Euclides da Cunha escreveu de próprio punho uma carta de recomendação ao amigo e pedreiro Henrique Fraga Ogando, citando a sua competência no ofício.
Logo o jovem pedreiro Henrique Fraga se casaria com Rosalina dos Santos, natural de Campinas e se mudariam para a então Vila Mato Grosso de Batataes, onde fora trabalhar na construção da estrada de Ferro São Paulo e Minas.


Faleceu em Altinópolis em 1922 e foi sepultado no antigo cemitério onde, a partir de 1933, cederia o lugar ao Hospital de Misericórdia de Altinópolis.
Henrique Fraga Ogando, um homem que construiu obras importantes e que dedicou grande parte da sua vida à Altinópolis, não tem um nome de rua ou qualquer referência aos seus feitos de pedreiro e engenheiro. Graças aos altinopolenses Oldmar Brondi (1921 – 2011) e Lysias Garcia da Costa (1925 – 2000), ora publicamos esta página em homenagem à memória de Henrique Fraga Ogando (1874 – 1922), historicamente, o pedreiro mais importante de Altinópolis.
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